As faixas e parcerias do álbum
"Comum" é um álbum diverso, que reúne composições de Sonekka e colaborações com grandes parceiros de sua trajetória musical. Entre as canções, destacam-se:
  • "A Verdade dos Fatos", "Realidade Virtual" e "Caldo de Cultura", composições com Glauco Luz, trazendo a pegada da música que Sonekka classifica como paulistina - quando junta São Paulo e Nordestinos, como é caso de Glauco que é do Piauí e de Cliff Villa, do Crato no Ceará.
  • "Cena Paulista" e "Não Me Leve Pra Kiev", em parceria com Cliff Villar, transitando entre a MPB e reflexões sobre o cotidiano.
  • "Big Bem", que encerra o álbum e, assim como a faixa de abertura, tem letra e música assinadas exclusivamente por Sonekka.
Produção e colaborações especiais
A produção do álbum conta com a genialidade do multi-instrumentista Josivan Mangoth, de Olinda, que além de tocar teclado e guitarra, também fez a programação e arranjos em diversas faixas. Ele é responsável pelos arranjos completos de "Comum", "A Verdade dos Fatos", "Blues da Ansiedade" e "Cena Paulista", enquanto as demais canções foram produzidas pelo próprio Sonekka, com participações pontuais.
Destaque também para a guitarra de Nando Lee em "Comum", que adiciona um toque especial à sonoridade e a cantora Renata Pizi com sua voz potente em Caldo de Cultura.
Um presente de aniversário – e para os ouvintes
O lançamento de "Comum" no dia 15 de março não é coincidência: essa é a data de aniversário de Sonekka, um dia que ele escolheu para renovar sonhos e, como de costume, se presentear com novas músicas. Produzir um álbum é para ele mais do que um projeto artístico – é um gesto de carinho consigo mesmo e com aqueles que acompanham sua trajetória.
PARA OUVIR, ACESSE:
Aqui você pode encontrar o link para ouvir o álbum. Basta clicar no endereço abaixo para acessar o pre-save ou audições (após 15/03).
Sonekka Lança "Comum": Um Presente em Forma de Música
O cantor e compositor Sonekka lança no dia 15 de março seu novo álbum, "Comum", um trabalho repleto de histórias, encontros musicais e a essência do que ele chama de "presentes" – suas canções. O disco reúne parcerias marcantes e uma sonoridade que transita entre o rock, o blues e a MPB, trazendo um olhar maduro e autêntico sobre a composição e sua paixão pela música.
A história por trás de "Comum"
A faixa-título nasceu de uma cena que Sonekka imaginou ao ver um vídeo de João Maria, cantor da noite santista, interpretando "Logo Eu", uma de suas composições. Inspirado pelo clima do bar e pelo poder da música em unir desconhecidos, ele criou "Comum", uma canção que captura essa atmosfera e transforma um encontro casual em uma história inesquecível.
Mas o destino ainda reservava um capítulo especial para essa faixa. Durante um show do seu parceiro Vicente Barreto, Sonekka encontrou Zeca Baleiro e, embalado por uma dose extra de autoestima de autor, fez o convite para que o artista participasse da gravação. O resultado? Uma parceria envolvente que ele dedicou tanto a João Maria quanto a si mesmo – e aos fãs de Baleiro, claro.
A trajetória de Sonekka: um compositor obstinado
Sonekka não é um artista no sentido tradicional – ele se define como um compositor que defende suas canções obstinadamente. Seu nome artístico vem de um apelido de infância que se tornou inconfundível, e os "2k" foram uma adaptação para a era da internet, garantindo um nome único e marcante.
Ao longo de sua carreira, já compôs entre 2.500 e 3.000 músicas, tendo mais de 60 parceiros ao longo dos anos, incluindo nomes como Nilson Chaves, Vicente Barreto, Zé Rodrix, Tavito, Guarabyra, Celso Viáfora e Paulinho Tapajós. Também criou o Clube Caiubi de Compositores online, um espaço que reuniu mais de 8.000 músicos e letristas, promovendo encontros e mostras autorais.
Sua discografia inclui os álbuns "Incríveis Amores", "Agridoce", "Cisma" (um projeto solo, incluindo gravações ao vivo), além do infantil "Palavrinhas Mágicas" e do humorístico "Forró Avacaiado". Seu currículo ainda conta com trilhas para o Museu da Pessoa, uma gravação para novela da Record, ainda um álbum didático com Ozeni Lima, O rap das escolas literárias e um meme no TikTok que já bateu os 3 bilhões de plays, Nesse Ritmo Nosso Não, com Joãozinho Del Duque. Cabe ainda as centenas de participações como jurado e curador de festivais.
Música como resistência
Apesar dos desafios do mercado musical, Sonekka segue compondo incansavelmente. Suas músicas são sua forma de resistência, seus "presentes", independentemente de onde cheguem. E com "Comum", ele reafirma seu talento e sua paixão pela canção – que, cedo ou tarde, sempre encontra um ouvido atento para se tornar inesquecível.
Ouça "Comum" a partir de 15 de março nas plataformas digitais!
Comum(Sonekka)
Eu sou tão comum, você também
E a gente passa assim despercebidos
Como dois alguéns desconhecidos
saídos de um vagão de trem
Voce é tao normal e eu zé ninguem
Pudera estar agora em algum lugar
e nem sequer a gente se notar
Ou talvez surgisse um porém
Nós já vivemos tramas virtuais
posts de stories tão banais
Cards leves quase naturais
Sem filtros, takes, truques e quetais
Quisera estarmos lá no mesmo fim
Queria estar afim naquele bar
Ouvindo joao maria a beira mar
E um mero e comum mas grande amor nascesse
Quisera estarmos lá no mesmo fim
Queria estar afim naquele bar
Ouvindo joao maria a beira mar
E um mero e comum mas grande amor nascesse enfim
Blues da Ansiedade
(Sonekka/Zé Edu Camargo/ Rica Soares)
Oh, baby, eu já tentei de tudo
experimentei mentirViajar, me entorpecer, fugir
Pra enganar a dor de existir
Aí muito bem
Eu encontrei você
Meu pão quentinho de maçã
Meu bonjour com champanhe
Na cama, todo dia pela manhã
Se por acaso você for sair
A que horas você volta?
Se é verdade que você me ama
Por que você não vem aqui e me mostra?
Não tenho medo de nada
Apenas do mundo
O mundo é um lugar perigoso
Sei que pareço ansioso mas eu tô normal
O meu normal é que é ansioso
A VERDADE DOS FATOS
(Sonekka/Glauco Luz)
não preciso do teu bom nome
do teu sobrenome, do teu status
não preciso de tuas comendas
de tuas agendas, de teus contatos
não preciso do teu glamour
tua mosca azul, teus espalhafatos
não preciso de festa grã-fina
na tua piscina cheia de ratos
não tolero e não admito
ouvir teu grito, passar maus tratos
alto lá, dobre a língua, respeito
cansei, não aceito escutar desacatos
eu não sou a favor nem contra
o luxo e a pompa dos insensatos
mas não vivo à tua sombra
e dinheiro não compra meus sonhos baratos
não preciso de tuas venturas
tuas estruturas, teus aparatos
não dependo da tua ajuda
e teu ódio não muda a verdade dos fatos
REALIDADE VIRTUAL (Sonekka/Glauco Luz)
hoje tem smartphone em quixadá
e tem sempre um drone no céu do sertão
todo nome tem ipisilone lá
Yemanjá, Dyonne, Odoyá, Sayão
a Shakira vira Alcione em Axixá
e a Nina Simone vira um clone no baião
hoje o Yellowstone fica em Tianguá
e o number one é um gavião
hoje o Stalone mora em Propriá
e o Al Capone vive no grotão
hoje tem iphone em Taperoá
pra fotografar bem o luar do sertão
lâmpada de led é o que mais se vê por lá
tudo pra causar uma boa impressão
filme é 3d, tevê é 4k
para melhorar nossa indefinição
a conexão é 5g pra lá
na realidade virtual do meu sertão
todo cicerone diz que em gravatá
já tem sampler de trombone e de pistão
lá no friendzone a sanfona está
meio de aspone, meio sem função
festa de natal pra que emocione lá
tem que ter Simone, panetone e discussão
hoje tem negroni dentro do Aluá
e um som da Sony dentro do salão
hoje o headphone está pra jatobá
como o silicone está pro sutião
todo mundo tem um ombrelone lá
a mó de evitar um sol que é de rachar o chão
NÃO ME LEVE PRA KIEV
(Sonekka/Clif Villar)
Não me beba
Não vire assim meu Malbec
E esqueça aquelas promessas
Não atire palavras em mim
Feito os teus beijos de festim
Lavas de um vulcão na neve
Não me chame para a guerra
Não me leve pra Kiev
Não me leve pra Kiev
Não me mastigue
Não coma assim meu coração
E esqueça aquela canção
Não rime fuzis no meu peito
Deus me proteja do teu jeito
Inconsequente, serelepe
Não crive unhas na minha pele
Não me leve pra Kiev
Não me leve pra Kiev
E não me mate
Não assassine nosso amor
Num beco escuro sem saída
Não lance granada na cama
Sou corcel atolado na lama
Pneu furado e sem estepe
Não reze por mim em sua prece
Não me leve pra Kiev
Não me leve pra Kiev
Cena Paulista
(Sonekka/Clif Villar)
O tempo no vão sombra do museuno velho postal, não envelheceu.
O cocar do prédio, um anjo no térreo
passa o chapéu e vira estátua.
Mágoas suspeitas, marcas de batom,
cópias francesas do seu Trianon.
O cabelo azul da menina.
A coluna vermelha de Lina
define a concreta tradução da vida,
como lendo poesia na mão da avenida.
CALDO DE CULTURA
(Sonekka/Glauco Luz)
juntar a aura da alta-cultura
à mera quimera
somar a fera da literatura
à pura megera
unir a lira do caipira
à sagração da primavera
e dedilhar catira
respira, espera
romper a beira da estratosfera
sem ver a altura
somar a cura da dura amargura
à jura sincera
juntar a cara da manauara
à pele clara da baviera
levar ao mar a iara
tomara, pudera
trazer o zelo da arquitetura
à mera tapera
pegar pandora, dandara, tandera
fazer a mistura
unir a vera caricatura
a uma pintura de rivera
elogiar loucura
da hora, quisera
juntar a mó galera em itaquera
tocar a paúra
ficar à parte de uma partitura
bater a batera
e se manter à beira da loucura
na hura, à vera
cantar a sina com assinatura
agora, quem dera
Big Bem
(Sonekka)
Numa estação em Dunedin
Podia ser em Calcutá
Em um mirante de Pequim
Qualquer lugar de se encontrar
Podia estarmos em Berlim
Num templo ali em Sangri-lá
Vagando em Quixeramobim
Tudo é lugar de se entregar
Quis o destino então enfim
Criar um universo em noz
Eu em você, você em mim
Um anti-bigbang a dois
E não ha nada a se fazer
Nós nos amamos, é o sinal
Deixar a vida acontecer
Pra sermos “um” ate o final
E ja que o Big Ben tocou
Anunciando os orixás
Foi a conspiração do amor
Do bem, de Deus, da paz…
Agradecimentos
Ao produtor Josivan Mangoth
RC Music, ao guitarrista Nando Lee, os parceiros Rica Soares, Zé Edu Camargo, Cliff Villar e Glauco Luz. Aos especialíssimos Zeca Baleiro e Renata Pizi.
Aos companheiros do Boteco do Celsão, que toparam ouvir "na planta".
Dedico este álbum a Aquiles Reis por me ensinar que "Nossos protetores nunca desistem de nós" e Vicente Barreto por ter me motivado na hora que eu mais precisava.
Made with Gamma